domingo, 22 de março de 2015

Mudar

“As pessoas mudam”. É das maiores mentiras criadas pela humanidade, de mãos dadas com os refrigerantes light e a parte azul das borrachas que apaga a tinta da esferográfica. As pessoas podem mudar os seus hábitos alimentícios, a sua cor de cabelo, até treinar uma gargalhada menos estridente que não os leve a ser socados em praça pública, porém, alguém com mau carácter permanecerá alguém de mau carácter.

Como camaleões, também nós, humanos, nos conseguimos adaptar ao nosso meio ambiente. Muitos são os indivíduos que se camuflam de alguém mudado, quando na realidade continua a gostar de saltar de ramo em ramo. No que toca a botânica não existe uma “última coca-cola do deserto”. Resta-vos ganhar amor-próprio e arranjar uma companhia mais agradável e que vos adicione elementos à vida, ao invés de vos levar à loucura de maneira lenta e metódica. Sim, porque vocês vão pensar que estão a ser intriguistas ou simplesmente loucas (algumas de vocês são, nem vale a pena ilibarem-se com isto), quando na realidade estão a ser manipuladas como aquela batata frita gigante que vem no pacote e vamos mantendo no fundo à espera para ser comida no fim.

Caríssimos, excepto os genuinamente loucos, caso estejam numa relação que não vos faz sorrir diariamente e ter segurança em vocês enquanto indivíduos e parte de algo maior, vão cantar fado para outra freguesia, que há muitas guitarras que vos vão acompanhar. Aquando do processo de desmame limitem-se a esperar que o karma apanhe o sacana e o deixe ganhar fungos em partes impróprias, que haja um apocalipse zombie para que seja plausível dar-lhe um tiro na testa, ou simplesmente que passe a eternidade na amargura da solidão (ou podem simplesmente não ser dramáticos, seguir a vossa vida, ter três filhos, uma carreira de sucesso e um pedaço de mau caminho como marido), consoante o vosso nível de loucura mencionado anteriormente.

18 comentários:

  1. Reitero, excepto na parte dos filhos, podem ser só dois.

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  2. Não podia concordar mais.. adorei.. Já segui esta regra.. Melhor coisa de sempre

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  3. Tão bom: "vocês vão pensar que estão a ser intriguistas ou simplesmente loucas (algumas de vocês são, nem vale a pena ilibarem-se com isto), quando na realidade estão a ser manipuladas".
    That's it :)

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  4. Queremos acreditar que as pessoas mudam porque gostamos demasiado delas para aceitar que são como são. Podemos mudar muita coisa em nós, mas não o nosso caráter. Em relação a ele, as pessoas não mudam, revelam-se

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  5. Mete-me muita confusão a forma como o "amor" (eu diria mais o deslumbramento e o medo de ficar sozinha) queimam neurónios.
    Ninguém muda, a menos que haja uma evento realmente importante na sua vida, assim uma espécie de epifania e isso acontece para aí a 0,5% da população!

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  6. No geral tens toda a razão!
    Não podemos esperar nunca (NUNCA) que o outro mude. Não muda!
    Mas tenho de argumentar com a minha costela psi...
    Podemos mudar sim partes de nós próprios, Não o todo, nunca seremos algo diferente. Mas podemos ser bastante melhores dentro daquilo que somos.
    (um pinheiro nunca será um carvalho, mas pode tornar-se num pinheiro explêndido que faz sombra a qualquer carvalho - e aí acredito na mudança)

    Heart + brain

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  7. Mais nada...Nada.
    É assim mesmo Brain acima de tudo...o coração só serve para dar umas pancaditas muitas vezes arritmicas e conduzir o pessoal a lamechices...shit!

    Beijinho cerebral*

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  8. Eu acredito que as pessoas mudam. Mas também acredito que as pessoas que mudam são uma percentagem infinitamente pequena daquelas que afirmam que mudam. Mas as que mudam não deixam de existir por isso, e essas que mudam valem a pena!

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  9. nem mudam assim tanto. fazem algumas adaptações, umas vezes, esperançosamente , para melhor. mas a estatística e a experiência são tramadas. dizem-nos a sério, que isso de mudança... boa semana!

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  10. Adorei a parte do cérebro e do coração :) Muito bom. Também acho que no fundo há coisas que não mudam nas pessoas e o pensar que sim às vezes é só uma desculpa para não se dar o pontapé de saída. Manter uma relação que não nos faz bem, também diz muito do nosso amor próprio. Acho que há pessoas que deveriam gostar mais de si... (e não quer isto dizer que dar o grito de ipiranga é fácil, mas às vezes é absolutamente necessário para a sobrevivência).

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  11. Nem mais.
    Eu cá acho que nem coração tenho, só por causa das coisas e também porque não sou dada a estupidezes de merda. ;)

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  12. eu acredito em evolução, mas não em mudança. a balela do "sou um homem mudado, já não traio", por exemplo, não pega.

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  13. Não acredito em mudanças. Sejam homens ou mulheres. Contudo, podem ser as minhas vivências a toldar-me a opinião. Talvez, porque nunca tenha assistido a uma mudança efectiva e relevante noutra pessoa, me custe a entender. Mas haja esperança na humanidade. Mesmo que não mude, que se fique pelo respeito.

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  14. Gostei dos fungos me partes impróprias. É uma bela maldição! :)))

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  15. Pois n, n mudam!
    Mas sabes q é nessa lógica que vivem, por exemplo, as vitimas de violência domestica. E é tão triste.

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  16. As pessoas podem não mudar, o que muda são as palavras que falam das pessoas.

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  17. Questiono-me muito sobre isso. E também estou 99% inclinada a considerá-lo um mito. No máximo as pessoas, quando querem ficar com outras, parecem mudadas. Conseguem viver longamente perante a influencia dessa relação, porque assim lhes convém é o «preço» que se paga para se ter o que se deseja. MAS, volta e meia, aqui e ali, aquela natureza original vem à superfície uma série de vezes. Quem inveja invejará sempre. Quem odeia vai odiar sempre. Tomara que a vida corra sempre bem aos sacanas, para que possam deixar de destilar tanto veneno. Mas também quero crer que o Karma vai apanhá-los a todos.

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