sexta-feira, 2 de maio de 2014

Uma questão de onda

A mãe natureza é uma força indomável e à qual todos devemos grande respeito, mas Garrett McNamara tem testado os seus limites, das ondas mais perigosas às maiores do mundo, passando pela Nazaré onde quebrou o recorde mundial. Certamente no decorrer destas aventuras bateu com a cabeça em algum calhau e ficou com o juízo toldado. Esta semana fez uma aparição na praia do Barreiro para surfar uma onda que nasce do funcionamento de um dos barcos da travessia do Tejo, a onda intitulada de Gasoline (o nome não deixa nada à imaginação).

Sem intenções pretensiosas para com os petizes, filhos de casais sem preocupações sobre os danos causados às suas crias por levar no focinho com petróleo com vestígios de rio, e para com os indivíduos de avançada idade que não se importam com a sensação viscosa de ter lodo até ao pescoço, alegando que faz bem à pele, mas aquilo nunca foi uma praia, apenas um pedaço de areal geograficamente mal enquadrado por Deus. McNamara sairá do Barreiro com um bronze sem igual, pois não há petróleo de melhor qualidade que o usado nos barcos do Tejo, não há solário que compare a sua durabilidade, pois mais depressa corta um braço do que o deixa de ter bronzeado. Não obstante, no que diz respeito a ondas, se me pagar bem eu chapinho com bastante determinação e certamente ficará mais bem servido.

Como uma banda rock em final de carreira, McNamara deve estar a tentar ganhar os últimos trocos antes da reforma, mas seguindo um conceito alternativo que envolve ser assaltado na Margem Sul e nadar pela sua vida até Lisboa. Quando me deparo com notícias deste calibre ganho outro respeito por entidades artísticas portuguesas como a Ana Malhoa. Ao menos sempre foi consistente na sua má prestação e nunca criou expectativas aos seus seguidores para lá dos implantes mamários, não podendo ir mais abaixo nos padrões musicais.

Segundo as notícias, a onda que McNamara vai surfar só ocorre 6 vezes por mês, quando se dá o casamento perfeito entre a maré baixa e a hora de ponta, porque se o barco não estiver cheio até cima mais vale atirarem um balde de água à cara do homem, pois vai ser o mais perto de uma onda que ele vai ter. Portugal marca a sua presença mais uma vez nos grandes feitos que metem água. 

14 comentários:

  1. Dei comigo a pensar no que será pior: o nome do barco, ou o apelido da cantora.
    Não consegui escolher.

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  2. Não me recordo onde, mas não há muito tempo vi (ou li) uma notícia que dava a praia do barreiro como limpa e sem qualquer problema a nível de saúde. O lodo existia no Tejo (e em todos os rios) antes de haver poluição.
    Eu não conheço a praia do Barreiro, mas com estas "garantias", mais depressa dava lá um mergulho, do que em muitas piscinas de águas azuis, onde as pessoas pagam para apanhar uma otite ou infeção urinária. xD

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  3. eheheheh Desde que divulgue o país... tudo fixe!

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  4. No seixal existe uma praia chamada a "praia do cagalhão". Quem sabe ele não irá gostar de surfar nas ondas criadas pelo esgoto sentindo uma leve brisa, que aposto até lhe desentope as fossas nasais.

    ahahahah

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  5. Olha, já eu acho que ele fez bem... Mais que não seja, percorre o país de lés a lés e faz publicidade! Ah e tal, foi só uma onda feita por um barco. Sim, mas tem que ser uma onda "boa" para poder ser surfada. E aquilo que ele fez, já muitos o fizeram e ele foi brincar um bocadinho também. Nada comparado ao objectivo de ondas gigantes que ele tem! No entanto, é só mesmo a minha maneira de ver. :)))

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  6. Na volta, depois de surfar ondas de 30m+ está em período refractário e nao passa acima da gasoline em maré baixa. Além disso é 1 ondinha fofinha para mostrar ao mundo. O nosso mar nao tem só ondoes assustadores. :)

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  7. Cada tolo com a sua mania, sempre ouvi dizer :p

    Beijinhos*

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  8. Oportuna esta sua ideia de trazer o Mcnamara ao blogue.
    Curiosamente, um destes dias, estava eu a tomar o duche matinal no polibã, que é também o meu local preferido para a prática de desportos aquáticos -eu sou mais de windsurf e caça submarina e lembrei-me de que o Mar da Palha poderia constituir uma magnifica alternativa à Nazaré, para a prática do surf e de outras modalidades radicais, de modo a fazer concorrência à sempre excitante apanha de bivalves.
    É claro que haverá sempre o risco do Garrett se espetar no periscópio do submarino do Portas, que por lá costuma submergir, a fim de vigiar os catamarãs do inimigo da margem sul, que andam a fazer muitas ondas, mas para quem gosta desafiar o perigo, seria mais um motivo de atracção turística, no país das “hidroentradas”.

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  9. Pelo menos põe Portugal no mapa. ;)
    beijinho

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  10. Quando vi a notícia fui a correr escavar um buraco para me enfiar,tal foi a vergonha alheia que senti.

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  11. A mim, sinceramente, importa-me pouco o nome do homem que se joga ao mar para esta ou outra prática desportiva. Talvez, nestes episódios, favoreça o facto de se fazer notícia. Fala-se e chama a atenção. Se é a mais relevante, não acredito, mas entretém. Volto sempre, reparo agora, ao entretenimento.

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  12. foi uma vontade que lhe deu...será que estava à espera do cacilheiro da Joana Vasconcelos?

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  13. "Como uma banda rock em final de carreira, McNamara deve estar a tentar ganhar os últimos trocos antes da reforma"... Oh Santa Ignorância de quem escreve sem saber o que diz... País o nosso sempre cheio de "velhos (as) do Restelo...

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    1. Desde o seu record na Nazaré Mcnamara tem-se dedicado particularmente em explorar aquela área, deixando algumas das suas aventuras e partilhando mais tempo com a família, ele não caminha para novo e em breve irá optar pela reforma do desporto profissional, mesmo que o continue a praticar. Não é ser um velho do restelo ter uma opinião ou brincar com uma situação. Ser velho do restelo é apenas saber ler literalmente, sem compreender as entrelinhas.

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