quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Vacas roxas impiedosas

O referendo sobre imigração a decorrer na Suíça irá determinar muito em breve como será o futuro dos portugueses ali residentes. Para os imigrantes portugueses a habitar na Suíça acho que esta não é a melhor altura para irem àquela tour de vacas roxas que vos foi oferecida por e-mail, nem tão pouco aceitar pastéis de nata dos vizinhos, que quando derem por vocês estão a ser arrastados para a fronteira. O português é o novo senegalês mal cheiroso que ninguém quer (que os limpinhos são um mimo), mas ao contrário destes, que França não conseguiu expulsar nem com nomes feios e atirando-lhes brioches à cabeça, os Suíços terão todo o gosto de usar a forma ovalada dos portugueses entupidos em chocolates para os fazer rebolar Alpes abaixo.

Na Suíça há “portugueses” que imigraram para lá há gerações e estão a votar contra a permanência de portugueses em terras suíças. Isto, certamente, diz muito sobre nós. Está certo que durante anos a Suíça foi vista aos olhos de muitos como o sítio em que se arranja trabalho “nem que seja nas obras”, não havendo a necessidade de aprender sequer a sua língua ou contribuir para a sociedade, pois eram apenas um meio para um fim. Mas ao menos nunca tiveram que perceber as nossas bacuradas e isso é de longe o maior presente que podíamos prestar à sociedade. Nunca os desrespeitámos, pelo contrário, eram o simbolismo de prosperidade para os amantes de sítios frios e amantes de turismo, e a última esperança para os camafeus sem educação que há em todas as famílias e que queremos mandar para fora para deixar de os ouvir. Os portugueses amplificaram a venda de chocolates e de postais que enviavam para as suas famílias em prova de bem-estar e riqueza (outros não os enviavam e comiam-nos para manter os níveis de açúcar no sangue e queimavam os postais para se aquecer, por aguentarem uma vida precária em prol de alimentar os familiares que em Portugal pensavam que o pai conduzia um BMW e portanto estavam no direito de comprar Vista Alegre para partir durante momentos de frustração).

Compreendo que queiram impor limites à imigração para fornecer emprego e condições aos naturais da Suíça, porém o povo português é pacato e preguiçoso demais para trepar muros e ser fora da lei. Se os mandarem embora, eles vão, tirando os que vão fingir que são arbustos. Por este motivo acho que quem lá está deveria ter a opção de ficar e doravante alguns critérios podem ser impostos, mas não demasiados senão lá entalam os portugueses outra vez.

6 comentários:

  1. Os emigras na suíça até são calmos (exibicionistas, mas calmos). Desde que não corram com os avecs lá “da França", tranquilo.

    Adoro avecs. Adoro.




    Adoro!

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  2. Concordo plenamente e mais uma vez conseguiste dizer o que te vai na "alma" com todo o humor que te caracteriza, brilhante mesmo...................ameiiiiiiiiiiiiiiiii Bj

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  3. Concordo contigo, os portugueses por vezes são um pouco lentos agir no que diz respeito as leis e seus afins.
    beijinhos

    http://retromaggie.blogspot.pt/

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  4. Ainda não me fundamentei bem sobre este assunto, mas acho que, do pouquíssimo que li, a Suiça só se quer mesmo resguardar, digamos assim, para evitar que uns vivam às custas dos outros. Se calhar devíamos fazer o mesmo em Portugal. Claro que tudo teria repercussões, mas talvez começasse a mudar mentalidades para o facto de que se queremos as coisas temos que trabalhar para isso, não podemos viver eternamente dos rendimentos daqueles que realmente se esforçam para ter uma vida razoável, pelo menos

    Beijinhos*

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  5. Eu acho que eles só querem afastar os malandros...

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  6. Os tugas imigrantes na Suiça têm lapsos de memória e são muito ciosos do seu cantinho, quer dizer, do seu Cantão. Deplorável!

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