terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Gordura localizada...na infância

Já o dito anuncia que “de pequenino é que se torce o pepino”, mas eu optei pela premissa que não se brinca com a comida e temperei-o com azeite. Enquanto criança há uma panóplia de cenários estapafúrdios que se tornam perfeitamente aceitáveis por não termos dentes na boca e lidarmos com todos os problemas através de birras e amuanços. Hoje, reflectindo sobre o que foi a minha infância, apetece-me voltar atrás no tempo, encontrar a minha versão em jardineiras listadas e penteado que podia pôr a minha mãe em tribunal por abuso de poder e esbofetear-me até deixar de me armar em portadora de sensatez.

Quando somos meros jovens repletos de saúde, devia ser parte das disciplinas leccionadas no ensino obrigatório ensinarem-nos a apreciar uma pizza ou pedaço de bacon frito embebido em chocolate. Eu era um tédio de criança que enloquecia com ervilhas, mas hamburguers não me assistiam. Vejo aí a falha da minha educação, pois era obrigação dos meus pais me doparem e enfiarem gomas pela goela até lhes dar o devido valor.

A ignorância é uma benção. Quando nos tornamos adultos, potencialmente, responsáveis, ganhamos um peso sob a contagem decrescente que é a nossa vida e fazemos de tudo para nos aumentar uns números. A fase da nossa vida em que nem sabemos o significado de diabetes, colesterol e pandeiro desproporcional, é a idade em que apreciamos genuinamente os alimentos. Hoje como um donut e acompanho-o com 3 litros de água com limão na esperança que o meu organismo esteja distraído e não repare no açucar cristalizado a boiar no sangue. Pena ter sido ingénua ao ponto de não agarrar a oportunidade de culpar os meus pais pela minha gordura localizada e celulite, como sendo problemas arrastados desde a minha infância.

10 comentários:

  1. Não me canso de dizer que a forma com que te expressas é mesmo divertida de se ler. E ficamos sempre com vontade de ler mais :)
    Também não posso culpas os meus, porque sempre me incentivaram a comer comida saudável. E nesse aspeto tenho pena de ter crescido e descoberto o quanto adoro gomas e todas as outras porcarias ahahah

    Beijinhos*

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  2. Acordamos demasiado tarde para os malefícios da comida e do tabaco e só depois de termos danos irreparáveis, é que começamos com dietas agressivas e desmotivadoras. :\

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  3. Com esta é que tu me lixaste.................................eh eh eh eh eh eh

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  4. Ora, nem mais! De pequenino é que se torce o pepino. No entanto, assim como assim, é com os erros que aprendemos. :) Gostei do texto. :)

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  5. De pequeno é que se começa com os hábitos :D
    Sempre gostei de me levantar cedo e adoro praticar desporto.
    Beijinhos

    http://retromaggie.blogspot.pt/

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  6. Infelizmente a minha gordura localizada vem, não da infância, mas da adolescência, momento em que percebi que nestum com chocolate às 3 da manhã é que era. Ou que duas carcaças com marmelada e manteiga seria um lanche aceitável quando a minha mãe anunciava que faltava 1 hora para o jantar. Depois de adulta é que me deu o peso na consciência - e na balança - e agora ando a pagar (caro) pelos açoites que devia ter levado quando me enfrascava de pizza ao pequeno-almoço. Redescobrir o valor de uma cenoura crua ou o prazer delicado de uma salada de rabanetes, depois dos trinta, dói que se farta! Por isso ando para aqui a descobrir isto à força. Será demasiado tarde para nós...?

    Mulher Mesmo de Sonho
    http://mulhermesmodesonho.blogspot.com

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  7. Gostei de conhecer o seu blog. Fiquei cativado aos primeiros posts e , enquanto estiver pela minha zona de conforto, vou ser cliente assíduo. Mas prometo não me empanturrar, para não ficar com estrias, nem diabetes ( o colesterol vou controlando com Zarator...)
    Obrigado pelas palavras que deixou nos meus blogs ( embora um deles agora esteja em stand by, sabe-se lá até quando...) e até breve.

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  8. Costuma-se dizer que vaso ruim não quebra, não é? Eu devo ser um desses vasos tão ranhosos, mas tão ranhosos, que toda a vida comi porcarias atrás de porcarias, sem qualquer cuidado, e nada me pega. Nem gordurinhas, nem colestrol, nem diabetes, nem uma dor de estômago para contar aos netos que não vou ter! O máximo que consigo ganhar é uma borbulha parva na cara quando como chocolates ou azeitonas, mais nada.

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  9. Compreendo-te! Se eu tivesse sido educado a nível alimentar desde piquinina hoje não estaria assim!

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  10. Hoje, o problema da educação alimentar na infância está mais na arte de sobreviver sem comer.
    :(

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