domingo, 23 de fevereiro de 2014

A procura

Em todo o mundo há diariamente pais a chorarem a perda dos seus filhos ou a dúvida do seu paradeiro. Quando pensamos nisso assimilamos automaticamente a uma sensação com a qual não nos queremos identificar nem nos nossos piores pesadelos. Porém, tão sazonal como a distribuição de Ferrero Roches, os pais de Maddy voltam aos jornais, com divagações desconexas e totalmente aleatórias, que caso a criança fosse sobredotada seria perfeitamente plausível que ela própria tenha fugido de casa para não ter que tolerar as patacoadas da sua entidade paternal.

Acho louvável o esforço e amor investido em não desistir da busca de um filho por anos, acho que qualquer pai o faria. Contudo, tudo isto me parece uma campanha de marketing interminável, floreada para ocultar os verdadeiros culpados do desaparecimento: os pais. As inconsistências das suas histórias desde o primeiro dia, aliadas a desencantarem passado tantos anos um suspeito já morto e enterrado à 4 anos chamado Euclides, faz deles tudo menos credíveis. Está na altura de notificarem este casal que se já tivessem calado, já ninguém se lembraria deles e que são de tal modo irritantes que nenhum país no seu perfeito juízo quer a sua presença num instituto prisional com medo que se torne num manicómio.

É estranho nutrir algum desconforto pela existência de pessoas que nem conhecemos pessoalmente, sabendo que o sentimento cliché deveria ser de pena ou compaixão. Só tenho é pena da menina que nasceu numa casa algo duvidosa e das outras duas crianças que coabitam com estas pessoas, sabendo que sanidade não será o ponto forte destes indivíduos enquanto adultos. Toda esta fantochada é para mim mero desrespeito por aqueles que já sofreram na realidade por uma perda. Quem me dera estar errada.

19 comentários:

  1. Já falei sobre a Maddie noutros carnavais, nao no blog (salvo 1 piada parva num mapa). No entanto, se fosse escrever o que penso a respeito deste caso seria, basicamente, o que está neste post. É muito triste perder um filho e, é muito deprimente armar um circo destes para disfarcar sabe-se lá o que... Melhor faziam em desaparecer de cena, e a hora certa era pouco depois do escandalo.............. enfim. Mais 1 moedinha, mais 1 voltinha

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  2. Não sei se os Pais são culpados ou não, e não sei se são pessoas que já antes eram assim, meio descompensados, ou se foi a perda que os transformou. Mas há uma coisa que não encaixa : se são os verdadeiros culpados, porque não deixar o assunto morrer? A investigação já foi encerrada um sem número de vezes, e reaberta apenas pelo seu esforço. Para quê?

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    1. Obviamente que também não sei se são eles os culpados...e tal como disse espero bem que não. Contudo já a investigação foi encerrada e reaberta por eles serem os principais suspeitos. Com tantas incongruências não seria de estranhar estarem a tentar atirar barro à parede. Com que motivo iriam agora buscar um fulano que morreu à 4 anos e não o acusaram quando estava vivo? Agora quem é que o vai defender...? Já para não falar do dinheiro que revistas cor de rosa portuguesas pagam para testemunhos e novas divagações dos mesmos.
      Contudo, o objectivo do texto era meramente referir uma possibilidade em prol de fazer notar que tanta publicidade e circo à volta de uma situação grave, só faz dela algo banal, quando todos os dias tantas crianças desaparecem e nem lhes conhecemos as caras, se é o caso de isto ser fantuchada, é no minimo irritante.

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  3. os pais foram no mínimo negligentes, espero que se portem melhor com os outros filhos...

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  4. Concordo plenamente contigo. Acredito perfeitamente na teoria da PJ, até porque é a única que faz sentido. E a ida das provas para um laboratório em Inglaterra foi uma forma de manipularem as provas e os resultados dos testes forenses. Além de que o facto de até o primeiro ministro inglês da altura se ter metido no assunto, é porque toda esta história mexia com peixe graúdo. Houve muita coisa mal explicada. Seja como for e, independentemente da verdade, de facto esta história deve incomodar muitas famílias que perderam os seus filhos, netos, sobrinhos, até porque nunca deram tanto tempo de antena a qualquer outra história.
    Beijinho

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  5. A dor de perder um filho é algo que todas as pessoas querem evitar ao máximo. Mas é pior quando se vive na dúvida de não se saber o que aconteceu. Acredito que qualquer pai nunca desista por mais que o tempo passe as respostas sejam cada vez menos, mas esta história está muito mal contada desde o início. Não sei quem tem culpa, mas acho que continuaremos sem saber.

    Beijinhos*

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  6. Já inventaram outra? Não vou trabalhar uns dias e descobrem o criminoso?

    Assim não tem piada.

    (Sim, ando a ver muita TV e a ler jornais )

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  7. Esse casal mete-me nojo. Aldrabões.

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  8. Não quero pensar que sejam os pais e nas declarações e atitudes que parecem ter (a imprensa pode ser parcial) vejo um sinal nesse sentido - não desistem, continuam a lutar, independentemente da imagem e do juízo que possam fazer deles - para encontrar a filha (parece-me mil vezes pior a atitude do antigo Inspector da PJ que pega num caso a que tem acesso pela sua profissão para expressar juízos em praça pública e escrever um livro - com é possível sequer admitir que alguém possa lucrar com a desgraça dos outros e ainda mais com elementos a que teve acesso por ser a sua profissão e aqui deveria existir algum dever de segredo profissional)

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  9. Tudo me parece um circo, não sei o que pensar, nem quero imaginar a dor.
    Mas quando olho para este casal, vejo um pai extremamente bem preparado e uma mãe extremamente desequilibrada. Toda a historia está mal contada. Possivelmente nunca saberemos o que realmente aconteceu.
    Lamento pela pouca sorte daquela menina.

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  10. Eu acredito que eles têm culpa. Depois das provas que vieram a público, que dúvidas restam? Só um cego ou a quem é que dá jeito não ver que lhe passam ao lado o que já foi apresentado. Mais um mistério. Mais um... :S

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  11. Fui à procura de um post que fiz sobre este tema, mas agora não encontrei. Mas assim que encontrar deixo-te aqui para leres a minha perspectiva mais avincada sobre o tema. ;)

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  12. pensei que era só eu a pensar nestes pais de forma muito crítica e cheia de suspeitas. vejo que não.afinal, o sentimento é mais comum que aquilo que eu imaginava. é muito triste este caso, muito triste. e os ingleses ainda nos fazem passar por incompetentes...

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  13. concordo totalmente contigo... sempre pensei assim. Nunca encontrei neles nem nas histórias deles coerência nem qualquer tipo de consistência ...

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  14. Tenho um mix feelings sobre este casal... nem gosto de pensar que eles estão envolvidos... macabro demais!

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  15. Eu sinceramente já não sei o que pensar relativamente a este assunto. Li o livro " A verdade da mentira" e para mim aquilo fez todo o sentido, parece-me que foram os pais, mas já não sei nada, com pistas tão obvias passam ao lado...

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  16. Não me vou alongar sobre a inocência ou não dos pais. Apenas deixo algumas questões: se o que aconteceu tivesse sido com um casal português e não com um casal de médicos ingleses amigos do então primeiro ministro britânico as coisas teriam tido o mesmo desfecho? Ter-se-ia investido tanto na procura da criança? A justiça teria olhado com outros olhos o facto de um casal ter ido jantar fora à noite e ter deixado três filhos pequenos sozinhos no apartamento alugado? ...

    Mariana

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  17. Para esta quermesse já não dou. As crianças que desaparecem e as outras, merecem mais respeito dos media.

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