sábado, 18 de janeiro de 2014

Paneleirices

“Proposta de referendo de coadopção” foi a frase que me fez despertar da hibernação política que me leva a fintar diariamente bancas de jornais, televisões e qualquer pessoa com um ar minimamente culto. Não por ser homossexual, pois as mulheres são deveras complicadas e para gostar de uma é preciso ter tomates (não literalmente como é óbvio, senão este referendo não surgiria), mas por ter ficado surpresa que Portugal tenha chegado à necessidade de uma resposta a esta questão (no que me parece ser um encher de chouriços para distrair os olhares da população da espiral decadente deste país).

Na política portuguesa fintam-se todas as temáticas homossexuais como se de balas se tratassem. Provavelmente pela população envelhecida, que são as principais pessoas que mesmo que em estado de decomposição se dedicam a deslocar às caixas de voto, e perder o seu apoio seria perder as próximas eleições. É triste esta realidade. Quase tão triste como haver vice-presidentes partidários a despedirem-se depois de um Referendo ser aprovado. A última vez que conferi, um referendo era uma oportunidade de deixar a população dar o seu parecer sobre um determinado assunto. Porém, os meios de comunicação e os próprios integrantes políticos estão a reagir a esta proposta como se houvesse bebes a serem projectados das janelas do parlamento para as mãos pecadoras e cheias de glíter de casais homossexuais adornados de plumas, bons penteados e sungas estampadas com a bandeira gay. Vá de retro Satanás sequer o pensamento de num casal gay a amar o seu filho e a dar-lhe uma educação própria, mais vale a criatura ficar órfã e só haver uma vaga probabilidade de vir a descobrir que é homossexual, ao menos sabemos que não foi contágio dos seus pais adoptivos.

Fomos uns conquistadores, viajámos o mundo quando tantos temiam o que havia para lá do oceano e hoje, ao que parece, a nossa maior conquista, para não dizer combate, é tentar impedir que as pessoas estejam com aqueles que amam e possam partilhar isso com outros, proporcionando a um ser humano uma vida melhor. Para quê temer algo que deveria ser um dado adquirido? Meus caros…deixem-se de paneleirices.

5 comentários:

  1. Até metem nojo estes gajos mas o pior é que a maior parte da população mesmo os mais novos vão votar contra, podes ter a certeza...............não consigo perceber as prioridades deste pessoal porque se a homossexualidade for um problema de contagio não percebo de onde apareceram estes todos vindos de casais hetero?????????????

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  2. FANTÁSTICO como sempre! Melhor que este post só mesmo um drink com frambuesas frescas! :)

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  3. Excelente ponto de vista. Concordo com TUDO.

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  4. Este país que, dizem, nasceu com o filho, "que não era", a bater na mãe, "que era", é um país órfão em que os filhos da mãe decidem.

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