quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Entidade paternal

As gerações futuras podem estar em severo risco graças ao conceito que o papel da entidade paternal é uma carga de trabalhos. Sempre assumi que o meu relógio biológico tinha algum tipo de defeito de fabrico, como o facto de soar a um alarme de incêndio, porém tinha consciência que não estava só e culpava os tempos modernos. Hoje desvendei o motivo por detrás dos casais adiarem cada vez mais a concepção e desenganem-se aqueles que pensam que é por mera ganância profissional. Tem tudo a ver com: quanto mais tarde os tiverem, menos os têm que aturar.

Passo a explicar: segundo estudos efectuados recentemente pela minha televisão que transmitia um filme de terror de fraca qualidade, provou-se a teoria de que as crianças são sempre as primeiras a serem possuídas por demónios. Anos e anos de filmes sobre exorcismos estão a afectar agora as mentalidades da população, através de mensagens subliminares. Se pararmos um momento para reflectir sobre esta realidade, nenhum de nós gostava de ter um filho possuído por um demónio, o que corrobora na totalidade esta teoria deveras plausível.

Ter um filho possuído envolveria um gasto tremendo em ambientadores (defuntos não são conhecidos por cheirar bem), gasolina (nunca há padres na vizinhança quando há crianças que giram cabeças e projectam bíblias), tampões para os ouvidos (gritam que se fartam e dormir é mentira), já para não dizer que se for um espírito hiperactivo destrói a casa toda. Caso tenha um filho por volta dos 30 anos que ainda pensa que ser gótico é fixe, provavelmente foi uma possessão mal resolvida, não há nada a fazer, tal como as pobres almas do demónio que vestem leggins com estampas do tamanho de melancias no lugar de calças, e caso o seu filho oiça One Direction, dê-lhe uma lambada que isso passa.

A título de conclusão, não vale mais esconderem os vossos motivos. Filhos possuídos não têm piada, já nos chega termos que aturar os filhos dos outros que por vezes parecem possuídos e que tantas vezes desejávamos dar-lhes com um crucifico ou com um calhamaço (religioso ou não, é opcional) na testa a ver se se calavam.

5 comentários:

  1. Ok o teu relogio biologico continua com defeito mesmo, ainda não é desta eh eh eh eh mas para compensar escreves que é qualquer coisa miuda, não pares nunca, que eu quero aqui chegar todos os dias e rir desalmadamente. Beijão

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  2. Deixa-me dizer-te que já me apeteceu atirar o meu (filho) pela janela! E olha que vivo num 5º andar! :P
    (Claro que não é literalmente, vá!)

    Beijinhos Marianos! :)

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  3. Dar com um crucifixo ou um calhamaço religioso na cabeça da vítima não é crime nem pecado. É uma morte santa.

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